LIVRO

Lançamento : "O territótio no século XXI"

 

 

 

 

 

Sinopse:

A obra O território no século XXI investiga como a revolução tecnológica – inteligência artificial, plataformas digitais, redes distribuídas, economias de dados, ecologias algorítmicas – reconfigura radicalmente o conceito de território. O livro propõe pensar o território não mais apenas como espaço físico ou geopolítico, mas como retícula informacional, ecologia cognitiva e domínio neuropsicológico capturado por infraestruturas tecnológicas. Para isso, faz um percurso teórico que se inspira em autores como Agamben, Deleuze, Foucault, Bratton, Han, Citton, Berardi, Zuboff, Lazzarato, Mbembe, Morozov, Fisher, Hui, Tung-Hui Hu, Crocetti, entre outros.                                                                  Este livro se coloca na interseção entre teoria crítica, estudos das tecnologias, sociologia do poder, psicopolítica, epistemologia social, filosofia política contemporânea e análise cultural, articulando uma crítica profunda ao capitalismo de vigilância, à governamentalidade algorítmica e ao sequestro das capacidades cognitivas e afetivas das populações.

SUMÁRIO DETALHADO (COMENTADO)
 
I
ntrodução – O território como problema do século XXI
Releitura do território a partir de Foucault (governamentalidade), Deleuze (sociedades de controle), Bratton (The Stack), Hu (infraestruturas online), Zuboff (capitalismo de vigilância) e Mbembe (necropolítica).
A revolução tecnológica dissolve fronteiras, cria novas soberanias e inaugura um regime de poder informacional-neural.
 
1. Território reticulado
Descrição do novo espaço das redes distribuídas: plataformas como infraestruturas soberanas (Bratton), topologias da comunicação, nuvens, data centers, blockchain, inteligência artificial. O território deixa de ser chão e se torna reticulado, indexável, rastreável.
Dialoga com Srnicek, Morozov, Hui, Lovink, Rogers, Crocetti.
 
2. Território da convergência dos momentos
O colapso do tempo linear; o presente contínuo (Crary), o tempo acelerado da atenção (Citton; Franck), a economia da urgência, a manipulação da disponibilidade temporal. Território temporal como dispositivo político.
 
3. Território do uso corporativo
As corporações como novos Estados territoriais: Google, Amazon, Meta, Tencent como “soberanias logísticas” (Bratton).
Explora Mirowski, Srnicek, Zuboff e análise da privatização das experiências cotidianas.
 
4. Território do alargamento dos contextos
A hiperconectividade faz colidir contextos (context collapse).
Inspirado em Goffman, Bayard, Hayles e Hito Steyerl (contextos fluidos).
Expansão dos ambientes cognitivos, dissolução das fronteiras entre privado/público, trabalho/vida.
 
5. Território do capitalismo de vigilância nas plataformas
Desenvolvimento crítico da tese de Zuboff: extração comportamental, predição, modulação.
Diálogo com Cialdini (influência), Kahneman e Gigerenzer (heurísticas), Simon (atenção como recurso escasso), Citton (ecologia da atenção).
 
6. Território cognitivo: o novo panóptico
Ecoando Foucault e Agamben: vigilância como condição ontológica.
A atenção como espaço de batalha; o panóptico distribuído, algorítmico e personalizado.
Franck: economia da atenção como economia política.
Crary: sono e resistência.
Hui e Hayles: tecnodiversidade e pós-humanidade.
 
7. Território da Neuroterritorialização e as infraestruturas do desejo
A digitalização do inconsciente (Berardi; Han).
Plataformas como arquiteturas neuroafetivas.
Territórios emocionais e circuitos dopaminérgicos.
Deleuze/Guattari: desejo, captura, agenciamento.
Hui: cosmotécnicas e algoritmos.
Crocetti;
 
8. Território do Sequestro da democracia: pós-verdade, fascismo e imperialismo teológico
O uso teopolítico das redes (Silvoso; Sutton; Juergensmeyer; Ingersoll).
Desinformação, populismo digital, identitarismo religioso, engenharia do consentimento (McIntyre; Stanley; Pomerantsev).
Necropolítica e plataforma (Mbembe; Wacquant).
Território informacional como campo de guerra epistêmica.
 
9. Contra o império da mente – rumo a um território da libertação
Proposição de novos modelos: tecnodiversidade (Hui), ecologias cognitivas emancipadoras (Citton), lentidão e fricção social (Han), universalismo insurgente (Mbembe) e comunalidades digitais (a resistência política e cultural através da tecnologia, permitindo que comunidades criem suas próprias ferramentas e espaços de interação social)(Lovink).
Caminhos para reapropriação do território cognitivo e neuroterritorial.
 
10. Considerações finais. Para não concluir: colapso do possível e ensaio para um território da libertação

 

 


 

Autor: Zeno CROCETTI

 Editora: Kotter (Curitiba)

Ano de publicação: 2026

 

 

Contato:  – geocrocetti@gmail.com

Lançamento 

 

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Pré-lancamento, prefácio de Ruy Moreira

 


 

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